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20/8-/7-02 17h29
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Leishmaniose: comentários da ProAnima sobre o alerta feito pelo DF-TV

 

Este ano já foram registrados três casos em moradores da área rural de Sobradinho. Até maio, 54 cães tiveram diagnóstico confirmado. Sobradinho e Lago Norte são as regiões que mais preocupam. Os moradores de Sobradinho e do Lago Norte que têm cachorros estão preocupados. O técnico em enfermagem Adonir Carneiro da Silva, por exemplo, passeia todos os dias com um labrador de 5 anos. O animal é saudável e mesmo sem apresentar nenhum sintoma, já fez o exame da leishmaniose.

"Nós fizemos o exame antes da visita da Zoonoses. Assim, quando os agentes chegarem já posso apresentar o resultado. O que eu não quero, jamais, é ter que sacrificar o animal", diz Adonir.

A ProAnima alerta que enquanto houver mosquitos na região, um cão, humanos, gambás e outros animais poderão ser contaminados. Por isso, usar telas, repelentes e manter o terreno limpo é fundamental.
 

Desde o dia 9 de junho, funcionários da Zoonoses visitam as casas do Lago Norte. Eles tiram o sangue dos cães e levam para análise. O resultado fica pronto em dez dias. Os donos dos animais contaminados vão ser avisados. Até maio deste ano, a Vigilância Ambiental registrou 54 casos de leishmaniose em cachorros.

 
Nota da ProAnima: parte destes casos são falsos positivos. OUTRAS INFECÇÕES PODEM DAR RESULTADO POSITIVO NO EXAME. Nunca se deve sacrificar um animal sem uma investigação , com contra-provas.
 

A dona-de-casa Gertrud Schwantes aprova o trabalho de prevenção. Hoje ela tem duas cadelas em casa. Tinha uma terceira, que morreu por causa da doença. "O veterinário fez os exames e deu positivo para leishmaniose. Foi melhor sacrificar. Nós temos crianças pequenas e precisamos ter muito cuidado", conta a moradora.

 

Cães infectados não transmitem a doença, e sim os mosquitos. Deve-se usar coleiras repelentes para que os cães não sejam picados. Crianças seguirão sendo suscetíveis se os cães são retirados e os mosquitos permanecerem-- assim como outros animais infectados.
 

Os sintomas da leishmaniose nos cães são: emagrecimento, crescimento das unhas, feridas nas orelhas, patas e focinho e perda de pêlo em volta dos olhos. O gerente de Controle de Zoonoses, Rodrigo Barreto, explica que nos animais o tratamento é muito complicado e o cachorro vai ser hospedeiro para sempre. Por isso, a Organização Mundial de Saúde manda sacrificar.

 
Esperamos que o Gerente de Controle de Zoonoses não tenha realmente afirmado que a OMS "manda" sacrificar. A matança de cães é justamente o método de combate à Leishmaniose mais questionado atualmente pela OMS, por sua ineficácia . Sequer é mencionada como estratégia de importante desenvolvimento hoje nos informes técnicos do órgão.

 

"A Secretaria de Saúde conta com o apoio da população, principalmente na questão da prevenção dos humanos, dos proprietários de cães e no manejo do ambiente desses lotes, desfavorecendo a manutenção do ciclo do flebotomíneo que transmite a doença", ressalta Rodrigo.

Cuidar bem dos animais é fundamental, já que a leishmaniose também é transmitida ao homem por meio da picada do mosquito contaminado. Este ano foram registrados três casos da doença em moradores da área rural de Sobradinho. Os sintomas no homem são: febre alta por mais de 15 dias, perda de apetite, perda de peso e inchaço da barriga.

Nos humanos a doença tem cura. Além das três pessoas contaminadas pela leishmaniose em Sobradinho II, 59 vieram de outros estados para o Distrito Federal com a doença e estão em tratamento.

Flávia Alvarenga / Marcos Tavares

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