20/9-/1-07 9h33
Projeto GAP e o Instituto Max-Planck - convênio para trabalho conjunto na Costa do Marfim
O Projeto GAP da Europa (PGS na Espanha) está começando um trabalho conjunto de colaboração com o destacado Instituto Alemão Max-Planck de Antropologia Evolutiva, na Costa do Marfim, onde a grande maioria de chimpanzés tem desaparecido nos últimos anos.
A destruição das florestas, já denunciadas previamente pelo PGS e em nosso site, foi o passo inicial naquele pais. No Parque Nacional de Tai, ainda existem algumas centenas de chimpanzés em vida livre, alguns destes grupos nunca foram contatados pelos humanos.
Entre 1960 e 1980 os 100.000 chimpanzés que aproximadamente existiam naquele pais foram reduzidos a uma media de 10 mil, e posteriormente reduzidos a uma media de 1.000. O objetivo do projeto de ambas instituições, que está sendo dirigido no campo pelo membro do GAP Espanhol, Dr. Soiret Keagnon, especialista em Ecologia Tropical, é conhecer a cultura e os costumes destes primatas que ainda sobrevivem na última reserva de floresta, assim como de outros primatas em perigo critico de extinção como o Cercopithecus diana roloway, o Cercocebus atys lumulatus e o Piliocolobus badius waldronae que se achavam em grandes grupos na selva deste pais, e agora estão em vias de desaparição.
É interessante mencionar que no Parque Nacional de Tai, além de grupos estáveis de primatas, também existe a única área arqueológica de primatas não humanos na África, que data de 4.300 anos, assim como ferramentas e restos de alimentos por eles consumidos naquela época.
Com este trabalho, além de conhecer em profundidade a biodiversidade desta área, é conseguir que este parque seja declarado Patrimônio da Humanidade, como se fez anos atrás no Congo com o Parque dos Vulcões de Virunga, onde moram os gorilas da montanha, que impediu sua desaparição total.
Fonte: Projeto GAP
http://www.projetogap.com.br