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Perguntas Frequentes

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  • Quero adotar um filhote de cão ou gato da raça X

  • É muito raro que qualquer entidade de proteção tenha filhotes de raça sob sua guarda. Em geral, filhotes de raça são vendidos ou doados a pessoas amigas dos criadores.

    Ocorre, infelizmente, que muitas vezes esta venda/doação não é feita com informação, triagem, cuidado e acompanhamento, e muitos destes animais (em geral a partir de 8-10 meses, quando tornam-se "adolescentes" trabalhosos e a "novidade" passou) acabam sendo "passados adiante" de forma às vezes irresponsável, perdidos, abandonados ou mesmo levados para o sacrifício na câmara de gás.

    Outros "proprietários" esperam até que fiquem idosos e aí os abandonam. Em outros casos, há reviravoltas na vida das pessoas e os donos encontram-se sem condições de continuar a cuidar de seus animais.

    A MAIORIA destes animais não tem nenhum problema - frequentemente trata-se das características da raça que não foram pesquisadas. Outros não foram minimamente educados e desenvolveram maus hábitos -- em grande parte reversíveis . Alguns desenvolveram problemas de saúde e foram abandonados.

    Enfim, "sobram" muitos cães e gatos de raça, mas em geral, jovens, adultos ou idosos. Se você se interessa por um animal de uma determinada raça, primeiro, pesquise a raça, suas propensões naturais, necessidades e particularidades. Depois, considere adotar um adulto desta raça!

     

  • Não posso mais ficar com meu cão/gato. Quero achar outra casa para ele.

  • A primeira coisa a se perguntar é: eu realmente não posso ficar com o meu bicho de estimação? Muitas pessoas resolvem se desfazer do animal por problemas que poderiam ter solução. Pense bem -- às vezes alguma flexibilidade e disposição para ajustes de sua parte podem evitar dor e sofrimento.


    Se o animal tem problemas de comportamento, já procurou alguem que possa ajudá-lo com treinamento, dicas, etc? Atualmente há especialistas em comportamento de animais e livros com muitas dicas úteis para a solução de problemas comuns. Se você não tem recursos, procure ao menos conseguir dicas com proprietários mais experientes. Nós também procuraremos ajudá-lo.

    Se o animal tem problemas de saúde com os quais você não pode arcar financeiramente, já procurou um veterinário que possa facilitar o pagamento, ou uma clínica universitária que possa ter preços mais em conta? Lembre-se os médicos veterinários precisam cobrar por seu trabalho, pois são profissionais e este é seu sustento. Mas muitos estão dispostos a flexibilizar as condições, conseguir medicamentos mais acessíveis, etc, face a um problema financeiro real de um proprietário que mostra disposição de fazer sua parte. Outra opção é uma "vaquinha"entre amigos que gostem dos animais para o tratamento. Afinal, se algum amigo seu estivesse gravemente doente, você faria isto, não?

    Se você vai se mudar, não presuma tão facilmente que seu animal não caberá em apartamento ou não será aceito pelo novo proprietário. Muitos cães de médio/grande porte ficarão mais felizes perto de seus donos em um apartamento -- desde que tenham dois a três passeios diários -- do que tendo que se ajustar a um lar com novos donos. Quanto a ser ou não aceito em novo local, isto depende muito de sua disposição em se mostrar um proprietário responsável. Termos de compromisso, depósitos de garantia, etc, são possibilidades de caminhos para mostrar ao proprietário do imóvel que você evitará problemas e que se responsabilizará por eles se ocorrerem.

    Finalmente: se você realmente concluir que neste momento é REALMENTE impossível ficar com seu animal, não o jogue na rua. É crime e é um ato cruel e degradante.

    Não espere que uma "entidade" vá receber seu animal. Se souber de alguem que sai recolhendo animais, desconfie. Não recomendamos nenhuma destas iniciativas de “abrigo” da cidade que continue recebendo animais, sem limites. Todas que conhecemos colocam animais em situação de risco e baixa qualidade de vida, pois mais estocam do que protegem animais. Outras pessoas “recebem” animais dizendo ser protetores, mas na verdade os usam como fábricas de filhotes, explorando-os comercialmente.

    Também NÃO leve seu animal para um Centro de Controle de Zoonoses, achando que lá ele será adotado. As chances isto acontecer são remotas. Na verdade há boas chances de ele sentir muita tristeza e terror antes de ser morto de forma dolorosa. Mesmo que ele consiga ser adotado, (de novo, as chances são mínimas!) ele poderá sair de lá com doenças e traumas - e nada garante que ele não será abandonado mais uma vez.

    Mas se você realmente precisa procurar um novo lar para o bicho de estimação, procure com a maior antecedência possível. Antes de tudo, veja como anda a saúde de seu animal. Ele já sentirá a mudança, de modo que quanto mais saudável e imunizado estiver, melhor para ele!

    Comunique sua intenção de achar um bom lar para o seu animal em vários meios. Ao invés de anunciar um animal “grátis!”, o que mostra disposição de se “desfazer” do animal, anuncie que você está à procura de um novo lar, e fique à vontade para especificar que lar seria

     

     

  • Por que vocês esterilizam animais?

  • A resposta é muito simples: não há lares para todos. A cada criança que nasce, nascem 15 cães e 45 gatos nos centros urbanos onde não há política de controle populacional de animais.

    No Distrito Federal, há milhares de animais sem lar vagando pelas ruas e sendo maltratados. É certo que poucas pessoas têm dificuldades de doarem filhotes. No entanto, é MUITO comum que uma parte considerável desses filhotes (até os de raça, e os que foram vendidos a preços caros) sejam "passados para frente" indefinidamente, abandonados nas ruas, ou mesmo LEVADOS por seus donos ao Centro de controle de zoonoses para serem sacrificados!

    Existe ainda o problema das cadelas e gatas de raça que são utilizadas como "fábricas de filhotes", vivendo em condições precárias e sendo usadas para reprodução cio após cio, para sustentar seus donos gananciosos. Muitas são abandonadas quando não conseguem mais reproduzir.

    Gatos e cães esterilizados não ficam apáticos, não perdem seus outros instintos (de proteção, de caça, etc). Enquanto alguns podem ganhar peso após a cirurgia (o que é controlável com exercícios e ajustes na dieta), outros nunca apresentam este problema. Vivem vidas ativas, com algumas diferenças: têm menos propensão a fugir, pois não vão querer cruzar; os machos diminuem a agressividade, principalmente em relação a outros machos; diminuem as brigas; a possibilidade de câncer no útero e piometra nas fêmeas é eliminada e a de câncer nas mamas é reduzida.

     

  • Vocês têm abrigo?

  • Não. Conseqüentemente, não podemos recolher animais. Os animais que encaminhamos para doação são acolhidos em lares temporários onde são tratados, avaliados e preparados para adoção, somente após esterilizados.

    Se você quer nos ajudar recebendo um animal em caráter temporário em sua casa, fale conosco: 3032-3583.

    O foco de nosso trabalho não é achar lares para animais abandonados, é atuar nas raízes do ciclo que leva ao abandono. Portanto, a ProAnima não tem e não terá abrigo.

    Nossos animais ficam todos em lares temporários, que são os espaços mais apropriados para cuidar de animais de companhia. Ao contrário do que teriam na vida em um abrigo, nossos animais têm socialização, vida em grupo, carinho e atenção diária. Nosso programa Pelos Amigos trabalha com os cuidados com estes animais, que incluem a vacinação, vermifugação, testes e sorologias e a esterilização cirúrgica de todos os animais, além de seu encaminhamento para novos lares e acompanhamento nos mesmos.

     

  • Não seria legal ter um abrigo? Soube de um que é tão legal!

  • Somos contra a abertura de novos abrigos no Brasil na situação atual, pois estes se tornam chamarizes para o abandono e a desresponsabilização de governo e sociedade para as causas mais profundas da superpopulação de animais.
    Em geral iniciativas que começam como abrigos viram "depósitos" de animais e seus mantenedores se  desestabilizadas financeira e emocionalmente pela sobrecarga previsível de animais em grandes centros domésticos sem política pública de nenhuma espécie de guarda responsável e controle populacional. As entidades mais progressistas do Brasil que têm abrigo estão gradativamente substituindo esta atividade pelas atividades de esterilização e educação.Compreenderam que os recursos financeiros e logísticos usados em um abrigo salvariam inúmeras mais vidas se aplicados em ações de prevenção.

    No DF estima-se que existam 30 mil animais nas ruas. Todos os dias recebemos dezenas de pedidos de recolhimento de animais.

    A ProAnima acredita que o movimento de proteção precisa ir além da dinâmica
    desesperada – emergência após emergência – e estruturar ações estratégicas de longo
    alcance. Precisamos reverter a idéia de que protetor de animal é aquele que "cata"
    todos os bichos que vê pela frente e que vive de desespero em desespero.

     

  • Eu tenho uma gata/cadela que teve 6 filhotes. Vocês recolhem?

  • Como não temos abrigo, NÃO podemos recolhê-los. Você mesmo pode e deve procurar bons donos para os filhotes colocando anúncios em jornal, em lojas de produtos para animais de estimação e em clínicas veterinária.

    Antes de entregar os filhotes, vacine e vermifugue-os. Além disso, os filhotes devem ser esterilizados antes da doação. E por favor, esterilize a gata ou cadela mãe logo que ela estiver apta. Selecione bem os adotantes - não os entregue a qualquer um. Nós podemos ajudar divulgando em nosso site e dando dicas de como selecionar um bom lar.

     

     

  • Presenciei maus-tratos, o que posso fazer?

  • Leia em nosso website, a cartilha ProAnima de Proteção Animal e o passo-a-passo para denunciar maus tratos. O material poderá orienta-lo sobre como denunciar às autoridades a situação de maus-tratos que presenciou.

    Nos últimos meses, temos recebido mais e-mails do que nos é possível responder de forma ágil e individual sobre denúncias de maus-tratos.
     
    Antes de tudo, esclarecemos que a ProAnima - assim como qualquer outra ONG de proteção animal - é uma entidade da sociedade civil que não tem poder de polícia ou de julgamento. Somos voluntários e nosso trabalho de combate a maus-tratos se dá primordialmente na divulgação da legislação de proteção animal, que estabelece que maltratar animais é crime e que é dever do Estado fazer cumprir a legislação. Ou seja, toda denúncia de maus-tratos pode e deve ser encaminhada às autoridades policiais e é dever do Estado investigar e fazer cumprir a Lei.
     
    Não temos voluntários que atuem na apuração e encaminhamento de denúncias de maus tratos. Nosso trabalho envolve orientar a população sobre a legislação existente e partilhar nossa experiência sobre como fazer com que seja cumprida.

     

  • Perdi um animal. O que faço?

  • Não perca tempo! Vá logo procurar o animal nas redondezas e perguntar aos vizinhos. Procure deixar alguém em casa para o caso de o animal voltar.

    Mande a descrição do animal, se possível com foto, e seus contatos para o e-mail proanima@proanima.org.br, para que coloquemos em nosso website.

    Mande confeccionar faixas e as coloque nas vias de entrada e saída de sua quadra, rua, condomínio.

    Confeccione cartazinhos e coloque-os em lojas e clínicas veterinárias próximas à sua casa. Coloque o cartaz também no Centro de Controle de Zoonoses - Tel: (0xx61) 3226-9336, em Brasília, para o caso de ele ter sido apreendido ou deixado lá por qualquer pessoa.

    Publique anúncio na imprensa local.

     

  • Encontrei um animal. O que faço?

  • Se você encontrou um animal com necessidades na rua, considere acolhê-lo temporariamente até que ele encontre um bom lar. Às vezes deixamos de salvar uma vida por que ficamos em dúvida se o animal está perdido ou só passeando.

    Lembre-se que nenhum proprietário de animal tem o direito de reclamar por você ter prendido (em boas condições, é claro) um animal solto, dado que é obrigação do proprietário mantê-lo sob controle. Não é tão complicado assim. Cative-o, leve-o a um veterinário, peça que seja examinado, vacinado e vermifugado, e veja em quanto tempo poderá ser esterilizado, para que não tenha mais filhotes. Nós podemos partilhar medicações e rações caso tenhamos em estoque na sede. Também podemos indicar veterinários, mas saiba que não podemos negociar o preço do serviço de um profissional; converse diretamente com o profissional e vejo como ele pode ajudar você.
     
    Aí, leve-o para sua casa, reservando para ele um espaço separado de outros animais que você tenha em caso de doença contagiosa diagnosticada pelo veterinário ou caso o animal esteja muito debilitado para se relacionar com outros. Se você acha que não tem espaço, lembre-se de que em geral numa clínica ele ficaria numa gaiola. Então, um banheirinho, uma área de serviço, pode servir emergencialmente para o acolhimento do animal.
     
     
    Mande a descrição do animal, se possível com foto, e seus contatos para o e-mail proanima@proanima.org.br, para que coloquemos em nosso website.
     
    Mande confeccionar faixas e as coloque nas vias de entrada e saída de sua quadra, rua, condomínio.
     
    Confeccione cartazinhos e coloque-os em lojas e clínicas veterinárias próximas à sua casa. Coloque o cartaz também no Centro de Controle de Zoonoses - Tel: (0xx61) 3226-9336, em Brasília, para o caso dele ser procurado lá.
     
    Publique anúncio na imprensa local.

     

  • Eu quero esterilizar meu animal! Como devo proceder?

  • Parabéns pela decisão de esterilizar o/a seu/sua animal. Para ter mais informações a respeito, leia mais em nossa cartilha, em Serviços - Biblioteca - Cartilhas.

    Em Brasília, infelizmente, não existe um serviço público de esterilização de animais, a despeito de nossas gestões neste sentido.

    O que recomendamos que você faça é procurar diretamente um dos veterinários parceiros nossos (veja nossa lista de colaboradores) e negociar com eles o preço. Não intermediamos estas negociações, pois não podemos interferir no trabalho de profissionais que já têm doado muito de seu tempo para animais carentes. Cada um faz o que é possível em sua situação, e é importante lembrar que estes profissionais se sustentam com o seu trabalho. Outra opção é procurar a UPIS e a UnB e ver em que medida eles podem fazer um preço ou condições de pagamento melhores.

     

  • Quero adotar um cão para me fazer companhia, mas fico o dia todo fora de casa e não tem mais ninguem lá. Será que um cão se adapta? No fim de semana terei tempo para passear e brincar com ele.

  • Assim como você deseja companhia, um cão é um ser altamente social que requer companhia. De fato, ao contrário do que se pensa, a maioria dos cães requer mais companhia e atividades do que espaços imensos para correr.


    Se você sai todo dia de manhã e volta só à noite ( e , às vezes, mais tarde, porque vai dar uma saidinha com os amigos), essa é uma situação em que um cão, sozinho, levará , na melhor das hipóteses, uma vida entediante. Na pior, poderá ficar perturbado, manifestar problemas de comportamento sérios e ficar hiperativo, destruir coisas  ou mesmo tornar-se agressivo em torno de pessoas. (Quantos de nós manteríamos o bom humor com uma vida de interações resumida a ver alguem rapidamente de manhã, enquanto ela toma o café , e depois, rapidamente de noite, quando ela está quase dormindo).

     
    Além disso, há o problema da eliminação: o cão precisa ser levado para fazer suas necessidades e se exercitar no mínimo duas, mas idealmente três vezes por dia. E se for filhote, precisa ser alimentado 3-4 vezes por dia, e fazer xixi e cocô mais vezes ainda.
     
    Algumas alternativas quem acha que pode dar um bom lar a um animal, gosta muito deles, mas trabalha todos os dias:
    1) Adotar um cão mais velhinho, que já passe mais horas do seu dia dormindo, mesmo, separando bastante tempo para, de manhã e de noite passear e fazer carinho, e, se possível, contratar um amigo ou vizinho, ou porteiro,  para passar na hora do almoço para checar se está tudo bem.
     
    2) Adotar dois cães que se dêem bem, para que um faça companhia ao outro, fazer dois passeios por dia, e contratar alguem para fazer m passeio ou visita na hora do almoço. Brinquedos, ossos seguros e um rádio ligado muitas vezes ajudam a manter os cães estimulados e distraídos.
     
    3) Se gostar de gatinhos, adotar um ou dois que se dêem bem, deixando-os com brinquedos , uma boa vista de janela (TELADA!!!), áreas para arranhar, e bolar "circuitos" por onde possam escalar, se esconder, e se exercitar.
     
    4) Se sua vida atual não permite um compromisso de tempo diário com um animal, só em eventuais fins de semana, que tal se voluntariar para passar um ou mais fins de semana com animais da ProAnima que esteja precisando de um "dengo" especial de vez em quando? fale conosco.